quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Curso que ensina golpe online custa até R$ 1.500, diz empresa

Estudo divulgado hoje pela Trend Micro indica que o Brasil é o único país onde há treinamentos para pessoas que querem praticar o cibercrime. Segundo a empresa, os cursos mais buscados ensinam a cometer fraudes bancárias e podem custar entre R$ 120 e R$ 1.500.
 
Os criminosos também oferecem serviços e ferramentas. Páginas de phishing são opções muito utilizadas, principalmente as páginas de instituições bancárias, para se apropriar das credenciais do usuário e conseguir fazer movimentações financeiras. O custo médio, neste caso, é de R$ 100. Segundo a Trend Micro, o Brasil é o segundo país em número de sistemas infectados por malware bancário, atrás de Estados Unidos e empatado com o Vietnã.
 
“O cibercrime no Brasil está se desenvolvendo cada vez mais. A oferta de softwares, serviços e malwares maliciosos está crescendo, e os preços, diminuindo", alerta Fernando Mercês, pesquisador da Trend Micro responsável pela elaboração do material.

As ferramentas oferecidas no mercado negro permitem que pessoas com pouco conhecimento de tecnologia apliquem golpes e fraudes online. Os Bolware Kits, por exemplo, uma vez instalados na máquina do usuário, conseguem modificar os boletos bancários gerados naquele sistema. Para aprender a mexer com a ferramenta, segundo o levantamento, é preciso desembolsar R$ 400. No relatório, a empresa também levanta outros preços de produtos e serviços:
 
·  Credenciais de cartões de crédito válidos – a partir de R$ 90 (dependendo do limite de crédito do cartão);
 
·   Lista de números de telefone – a partir de R$ 750 (dependendo do tamanho da cidade);
 
·   Software que envia Spam via SMS – R$ 499;
 
·   Seguidores, visualizações e likes em mídias sociais – a partir de R$ 20.
 
Os criminosos também oferecem, de forma gratuita, geradores de números de cartões de crédito. Uma vez que são identificados os algoritmos a partir dos quais são geradas as sequências de uma bandeira, o programa consegue gerar todas as combinações possíveis, mas não são, necessariamente, números de cartões válidos. Em 2011, esses programas custavam R$ 400.